Antes de me debruçar pela primeira vez sobre um assunto de discussão neste tertúlia, quero mostrar o quão honrado estou de pertencer a este grupo de amantes de ciclismo. Se todos temos profissões que de alguma forma se envolvem com a modalidade, isso não é apenas o que nos une em torno deste verdadeiro desporto popular.
Quero que todos se sintam cumprimentados, mas ficam dois abraços especiais: ao Manuel José Madeira por confiar em mim para dissertar neste espaço; e ao Carlos Dias, companheiro de muitas lutas na Rádio Renascença. De Elvas cá vai o abraço.
Ora bem...
Cada vez mais começo a acreditar na tese de que vamos aos Mundiais de Ciclismo de Estrada para...passear.
Não ponho em causa, longe disso, a qualidade dos corredores seleccionados, mas nunca se vê grande ambição neste tipo de provas.
Quero ver se o Sérgio Paulinho desta vez integra a comitiva portuguesa. Está a decorrer a Volta a Espanha que acaba a 21 de Setembro, os mundiais começam a 23. Não nos esqueçamos que o cansaço também pesa nas contas da asma.
O Tiago Machado será que já "esqueceu" o que se passou e vai agora dar uma chapada de luva branca?
Aplaudo a convocatória do José Mendes. O jovem encarnado fez uma Volta a Portugal como muitos, já com carreiras de anos, gostavam de ter feito. Sempre a trabalhar no anular de fuga (na primeira fase da Volta) depois a entrar nestas quando o Benfica ficou sem a camisola amarela.
2 comentários:
Boa Noite!
Pertinentes as suas observações!
Gosto do José Poeira! Tenho-o por bom homem!
Não posso falar do seu trabalho, nem como o mesmo é desenvolvido no seu dia-a-dia.
Aliás, do trabalho federativo pouco se sabe, mas daquilo que se vê é que efectivamente e no que toca á categoria de elites a ambição é sempre muito pouca e raia a mera participação.
Na minha opinião deve pensar-se desde logo no ínicio da época quais as participações em que Portugal tomará parte e tal trabalho tem que estar em sintonia com a própria planificação da época do ciclista, eventualmente selecionado.
Há um regulamento das Selecções Nacionais, regulamento que face a acontecimentos passados recentes parece não ser levado em linha de conta, até pelos orgãos federativos.
O que se pede é trabalho árduo, planificado e sobretudo transparente quanto à forma como é desenvolvido.
Quando se fala em transparência, significa isto que devem efectivamente os corredores selecionáveis saber com o que contam, saber a tempo e horas que precisam da sua colaboração e em cada momento reavalizar-se a sua forma e pertinência de participação.
Tanto clubes como corredores, devem ver nas Selecções um óptimo motivo para serem protagonistas e até potenciarem os seus contratos e imagem.
Que não se veja como um mero prémio institucional, de uns dias diferentes.
Mas já agora, também é preciso dizer que polémicas á parte a participação do Nuno Ribeiro e André Cardoso foram muito meritórias, porque são pessoas valorosas que não viram a cara aos desafios.
Marina Albino
ops! correcção a fazer - reavaliar-se e não reavalizar-se.
Enviar um comentário